Ideal para quem gosta de: Suspense, Ação
Cuidado: Cenas de sexo
Aee primeira série nacional produzida pela netflix \o
Sinopse

Em um futuro próximo, as cidades como as conhecemos mudaria. Tudo seria divido em dois lugares completamente diferentes, o “Continente” e o “Maralto”. O primeiro é um lugar com recursos escassos, muita pobreza doença e violência, enquanto o outro é onde todos têm uma vida mais digna: o melhor da tecnologia e é um lugar sem crimes ou doenças.
Aos 18 anos todos os nascidos no Continente possuem a escolha de passar por um processo que, no fim, irá escolher apenas 3% dos inscritos. Esses irão morar no Maralto, enquanto os outros 97% viverão para sempre no Continente.
Atores e Personagens

Quero começar dizendo que a série tem, sim, algumas atuações típicas de novela brasileira.
Não sei se isso é algo bom, pois causa certa estranheza se começarmos a comparar com outras series da Netflix. Da mesma forma, se comparada a produtos nacionais, está bem acima da média.
Quero também dar os parabéns para Rodolfo Valente, que vive Rafael Moreira, pois sua interpretação me surpreendeu. Me peguei comprando a ideia do personagem muitas vezes: um jovem que, desde o começo, mostra que fará de tudo para passar no processo.
Parabéns especiais também a Bianca Comparato que, sem dúvida, encanta com seu charme e dualidade. Uma das personagens mais profundas da serie, na minha opinião, é a Michele Santana que logo no começo te causa empatia e curiosidade. Se alguém te faz continuar a assistir a serie esse alguém é a Michele, os outros atores estão na média e, na minha opinião, não brilham tanto quanto esses dois. Uma das minhas principais motivações para terminar 3% era ver o crescimento de ambos, porém isso é discussão para outro dia, afinal, aqui não tem spoilers
Produção

Como dito antes, 3% foi produzida pela Netflix e, pelo pouco que se vê, posso ariscar que foi o seriado onde houve menos investimento. Não estou dizendo que está mal produzida, mas sim que, comparado com as outras, essa série mostra menos recursos de efeitos visuais e técnicos o que, naturalmente, coloca o custo lá em baixo.
Foi filmada em São Paulo e os criadores estudaram juntos na USP. Pedro Aguilera terminou o roteiro com 20 anos mas, após o roteiro ser negado por muitas emissoras de TV, ele resolveu juntar os amigos, fazer as filmagens dos episódios pilotos e postar no Youtube.
O sucesso foi tanto que as visualizações no Youtube chegaram a mais de 1 milhão.
As pessoas que viram gostaram tanto que fizeram um abaixo assinado para que a série continuasse, só que sendo produzida pela Netflix. Adivinha só o que aconteceu? Foi um fracasso. O abaixo assinado recebeu apenas 36 assinaturas, porém, mesmo assim, isso chamou a atenção da Netflix, que resolveu apostar nessa ideia e aqui estamos com 3%.
Vale a Pena?

Acredito que a série tem que ser analisada como um todo: enredo, personagens, fotografia e direção, mas não vou me aprofundar em tudo isso agora. O que vocês precisam mesmo saber é que 3% é uma produção nacional e tem todos os “sabores” brasileiros, enredo focado na evolução dos personagens e não da trama em si. De certa forma a ideia de “processo para ir para um lugar melhor” não é algo inovador, afinal, já vimos isso antes no cinema em Jogos Vorazes e Maze Runner por exemplo.
O que torna 3% diferente é que as provas ficam sempre em segundo plano. O foco mesmo é a evolução de personagens: Como ele vai se comportar agora que passou por tudo isso?
A série também tem todo um plano de fundo para uma rebelião de pessoas que não apoiam o processo, e isso move muito mais a trama do que os jogos em si. O que também é uma ideia já utilizada. Acredito que vale a pena sim ver 3%. O que importa não é o “o que” e sim “como”. Se você gosta de produções nacionais, dualidade de personagens, uma pitadinha de mistério essa é a série pra você, caso o contrario acredito que não vai ser uma viagem interessante.
“Você é o criador do seu próprio mérito”.
