Prólogo – Penny Dreadful (Sem Spoilers)

Ideal para quem gosta de: Contos de Ficção e Terror, Drama, Sobrenatural, Ambientação em Londres do Século XIX

 Cuidado: Nudez Explícita, Sexo Explícito, Sangue e Mutilação

Precisamos conversar sobre os desavisados de plantão!

Graças à incrível notícia da Netflix disponibilizar títulos para reprodução offline – e também a incapacidade de baixar o seriado Sherlock dessa forma – comecei a assistir Penny Dreadful no metrô. Tsc. Tsc. Grande erro, meus queridos. Acredite.

 Sendo assim, aviso de antemão que o seriado possui sexo explícito no melhor estilo Game Of Thrones, e que você provavelmente não ficará tão vermelho ou vermelha quanto eu fiquei.

 Coloque o casaco, puxe seu cigarro e me acompanhe de volta à Londres do século XIX, onde encontraremos nossos demônios.

Sobre o que fala a série?

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 No seriado, há uma mescla de histórias clássicas e também originais. Existem personagens conhecidos como Doutor Frankestein e sua grande criação, os vampiros, o eternamente jovem e lindo Dorian Gray com seu retrato, assim também como figuras misteriosas e totalmente imersas nesse cenário, que se passa na Londres Vitoriana.

A história começa quando Ethan Chandler (Josh Hartnett), um hábil pistoleiro com caráter questionável, é abordado por uma mulher misteriosa, que quer contratar suas habilidades com a arma. Ela, Vanessa Ives (vivida pela linda Eva Green), o leva, junto com o Sir Malcolm Murray (Timothy Dalton), para o ninho de um vampiro à procura de respostas.

 A busca por sua filha, supostamente levada por essa criatura, corrói a alma de Sir Murray, assim como a curiosidade de saber mais sobre o sobrenatural incomoda Ethan. Juntos, os três (mais a ajuda do Doutor Frankestein) são colocados à prova, contrariando a realidade e lidando com monstros que não parecem tão inimagináveis quanto poderiam ser. A distância entre a loucura e a sanidade, de repente, se torna apenas uma tênue película.

O que a pessoa que nunca assistiu pode esperar do prólogo?

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  A série é sombria e sanguinolenta, mas muito intrigante. Adorei como alguns personagens foram introduzidos e como ela abrange algumas das histórias mais famosas, como se todas acontecessem ao mesmo tempo, na mesma cidade.

  Claro que existem situações e situações… Talvez o incidente no metrô tenha me causado certo trauma também, mas acredito que a cena de sexo apresentada foi algo apelativo, que poderia ter sido abordada de outra forma. Porém, entendo a necessidade dessa característica no personagem de Ethan, como alguém à beira do fracasso que não recusa um luxo ou outro.

  Problemas à parte, o que me fez escolher essa dentre todas as séries do Netflix para estrear a nova funcionalidade, foi Eva Green. A atriz, que fez parte da recente adaptação Orfanato da Senhorita Peregrine para Crianças Peculiares, como a própria srta, me chamou a atenção para seu ar misterioso e seus olhos, os olhos dessa mulher são um grande ponto fraco para mim, me fazendo procurar outros títulos com ela. A presença do grande nome Timothy Dalton (007 – Marcado para a Morte e 007 – Permissão para Matar) no elenco também contribuiu para que houvesse um interesse maior, mas a grande surpresa foi o tema. Como assisti sem pré-conceitos ou motivação prévia, não sabia muito bem sobre o que se tratava e foi uma surpresa agradável me deparar com personagens familiares, mas que não são tão visados hoje em dia, como Dorian Gray – Que, vamos combinar, não tem uma aparição decente desde o filme protagonizado por Ben Barnes (que nem foi tudo isso).

 

Curiosidades

O Nome

 

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Penny Dreadful teve seu nome escolhido a partir dos contos que eram vendidos na Era Vitoriana por 1 centavo (one penny). Essa foi a maneira de levar literatura aos menos afortunados. Dreadful, por sua vez, pode ser traduzido livremente como horrendo, atroz ou medonho. Em uma tradução que faça sentido, o nome significa “Centavos do terror”, e a prática nessa época, para exemplificar, distribuía estórias como a do Jack Estripador.

 

As Histórias

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 Frankestein, Dorian Gray, Vampiros, Lobisomens e Jack Estripador são alguns exemplos de criaturas/personagens que aparecem na série e que, por uma grande NÃO coincidência são de domínio público. Ou seja, qualquer pessoa pode utilizar sem sofrer processos pelos direitos autoriais. Acredito que muitos outros entrariam no seriado se não fosse esse o problema e talvez isso tenha motivado seu criador John Logan a criar personagens como nossa protagonista Vanessa Ivis, que, mais que bem, está fazendo seu papel de principal.

Continuação

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 A série possui apenas três temporadas e, como a quarta foi cancelada mais ou menos de última hora, os fãs não acharam o final digno o suficiente qual o final, vamos saber apenas nas próximas resenhas e, por isso, Penny Dreadful vai ganhar uma continuação em HQ em 2017. Parece que a história nos quadrinhos vai ser retomada seis meses depois do seriado e promete dar uma segunda chance aos fãs. Aqui em cima, três capas da nova produção.

 

E então, o que acharam do breve comentário sobre o começo da série? Esqueci alguma coisa?

 Caso tenha alguma sugestão de série que queira loucamente discutir, avise-nos para que possamos fazer a resenha e enlouquecer juntos!❤

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